A atacante Carol Baiana voltou a cobrar a implementação do árbitro de vídeo (VAR) no Brasileirão Feminino após a derrota do Santos para o Bragantino. Em entrevista depois da partida, a jogadora reconheceu que a equipe poderia ter apresentado um desempenho melhor, mas afirmou que erros de arbitragem voltaram a influenciar diretamente no resultado do confronto.
Carol Baiana destacou dois lances polêmicos envolvendo possíveis toques de mão na bola e lamentou o fato de, na visão dela, o Santos ter sido prejudicado em um duelo importante na briga por vaga no G8 da competição. A atacante também reforçou a necessidade do uso do VAR no campeonato para evitar decisões que possam impactar o andamento das partidas.
“A gente reconhece que poderia ter feito uma partida melhor, principalmente no primeiro tempo. Mas acredito que a gente precisa continuar cobrando e batendo na tecla de que precisa, sim, do VAR em um campeonato dessa grandeza, dessa elite do futebol feminino brasileiro”, afirmou.
Paulistão F com VAR
Ao defender a implementação da tecnologia, Carol Baiana citou o Paulistão F como exemplo. A atacante destacou que a competição estadual já conta com VAR em todos os jogos e avaliou que o investimento estrutural seria benéfico para o desenvolvimento da modalidade.
“Acho que a gente precisa começar a seguir os bons exemplos da Federação Paulista, que já tem VAR em todos os jogos. Eu sei que, para o VAR vir, os clubes precisam dar estrutura e mandar jogos em estádios que comportem isso, mas é bom para todo mundo. Os times investem e todo mundo sai ganhando”, destacou.
Carol Baiana também ampliou o debate para além do Santos e afirmou que as reclamações sobre arbitragem têm sido frequentes ao longo do Brasileirão Feminino. Segundo ela, a luta coletiva por melhorias sempre fez parte da trajetória do futebol feminino no país.
“Não é só o Santos que está sendo prejudicado. Isso tem sido recorrente no campeonato inteiro. No futebol feminino, a gente sempre teve essa história de uma lutar pela outra, e foi assim que conquistamos várias coisas. Então, precisamos continuar falando sobre isso”, disse.
Por fim, a atacante ressaltou a necessidade de evolução estrutural na modalidade, especialmente com a proximidade da Copa do Mundo Feminina, que será disputada em 2027 no Brasil.
“É um campeonato de elite, com jogadoras de ponta, muitas atletas voltando do exterior para disputar a competição. Ainda é inadmissível que exista um amadorismo desse na arbitragem, refletindo diretamente nos jogos. O futebol feminino precisa disso para continuar evoluindo”, concluiu.