Copa do Mundo Feminina 2027 terá mais de 6 mil voluntários e inglês está entre os requisitos

Por: Portal Sereias | 18 de outubro de 2026 | 13:49
Copa do Mundo Feminina de 2027 contará com mais de 6 mil voluntários na organização (Foto: Divulgação/Fica)
Copa do Mundo Feminina de 2027 contará com mais de 6 mil voluntários na organização (Foto: Divulgação/Fica)

Mais de 6 mil voluntários serão selecionados para trabalhar nos bastidores da Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027, que será disputada de 24 de junho a 25 de julho do próximo ano. As oportunidades estão distribuídas pelas oito cidades-sede: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. A competição será a primeira Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul.

Os selecionados poderão atuar em mais de 20 áreas funcionais e em mais de 30 funções diferentes, incluindo Imprensa, Operações de Jogos, Transporte, Credenciamento, Serviços aos Espectadores e Tecnologia. O trabalho não ficará restrito aos estádios: haverá voluntários também em aeroportos, centros de treinamento e hotéis utilizados durante a competição.

Além de ter pelo menos 18 anos no momento da inscrição, o candidato precisa ser brasileiro ou possuir autorização legal para entrar e permanecer no país durante a competição e ter disponibilidade para cumprir entre sete e dez turnos durante a operação do Mundial. O conhecimento de português e inglês é essencial, enquanto o domínio de outros idiomas será considerado um diferencial no processo seletivo.

Para Reginaldo Kaeneêne, CEO e fundador da KNN Idiomas, uma das maiores escolas de idiomas do Brasil, participar da operação de uma competição internacional também representa uma oportunidade de adquirir experiência profissional e ampliar o contato com pessoas de diferentes países e culturas.

“Uma Copa do Mundo reúne atletas, profissionais, jornalistas e torcedores de diferentes nacionalidades. A estimativa é de que entre 3 milhões e 4 milhões de turistas e torcedores, brasileiros e estrangeiros, circulem pelo país durante a competição. Para o voluntário, esse ambiente representa a possibilidade de adquirir experiência, desenvolver novas habilidades e conviver com culturas distintas. Independentemente da área em que ele for atuar, ser fluente em inglês traz mais autonomia para orientar um visitante, solucionar uma dúvida ou trocar informações com pessoas que não falam português. Esse contato pode contribuir tanto para o desenvolvimento pessoal quanto profissional”, afirma Reginaldo.

Para quem pretende participar da Copa e já possui conhecimento do idioma, os meses que antecedem a competição podem ser usados para reforçar a conversação e revisar vocabulários relacionados à função que será exercida.

A KNN Idiomas, que adota uma metodologia com foco na comunicação desde a primeira aula, também oferece cursos de inglês intensivos voltados a quem deseja ampliar o contato com o idioma e intensificar a prática em um período mais curto. 

“Quem já tem uma base pode aproveitar esse período para ganhar segurança na conversação e revisar termos específicos relacionados ao atendimento ao público, transporte, turismo, esporte ou à própria função que pretende exercer. Em um evento internacional é importante conseguir compreender uma pergunta, responder com clareza e manter uma conversa em situações reais”, complementa o CEO.

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CT Rei Pelé na Copa do Mundo

Além das arenas, outros lugares foram definidos como estruturas de apoio às 32 seleções participantes. Entre eles está o CT Rei Pelé, escolhido pela FIFA como um dos centros de treinamento oficiais da Copa.

Coordenadora do futebol feminino do Santos, Thais Picarte conhece de perto a dimensão de uma Copa do Mundo. Ex-goleira da Seleção Brasileira, ela disputou a edição de 2011 e, agora como gestora das Sereias da Vila, celebrou a presença do clube entre os destaques do principal torneio da modalidade.

“É o reconhecimento de um clube que sempre foi pioneiro no futebol feminino e que construiu, ao longo dos anos, um trabalho sério e comprometido com o desenvolvimento da modalidade. Como ex-atleta, sei o quanto uma boa estrutura faz diferença na formação e no desempenho. Ver esse modelo sendo valorizado em nível internacional é motivo de orgulho, mas também de responsabilidade. É uma confirmação de que estamos no caminho certo. Mantendo o protagonismo do Santos e contribuindo para a evolução do futebol feminino”, disse Picarte.

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